O consumo de melatonina ajuda a queimar calorias e deixar de engordar / Notícias / SINC

O consumo de melatonina ajuda a queimar calorias e deixar de engordar / Notícias / SINC
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A administração crónica de melatonina, um hormônio natural que o próprio corpo secreta durante a escuridão da noite, produz efeitos anti-obesidade, pois aumenta a massa do tecido adiposo marrom.


Suplementos naturais como o Inibium Caps, possuem melatonina que ajuda na queima das calorias.  Assim revela um trabalho liderado pela Universidade de Granada, que permitiu descobrir em ratos obesos com diabetes um novo mecanismo molecular que faz diminuir também a massa perigosa do tecido adiposo branco.


 



O novo estudo mostra que a melatonina tem a função de regular a obesidade em animais, sem afetar a ingestão de alimentos e a atividade física.


A obesidade tem um grande impacto na saúde da população. Atualmente, calcula-se que é responsável por até três milhões de mortes ao ano. Os países com taxas mais altas de obesidade, de mais de 30%, são os Estados Unidos, os países do Golfo Pérsico, com uma prevalência entre 31% e 35%. Em Portugal, observa-se um aumento gradual e constante das taxas, que já chegam a 27%.


Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Granada (UGR), o Hospital de La Paz-Carlos III de Madrid e o Centro de ciências da Saúde da Universidade do Texas (ESTADOS unidos) descobriram um novo mecanismo molecular dos efeitos anti-obesidade que tem a administração crónica de melatonina, um hormônio natural que o próprio organismo secreta durante a escuridão da noite, principalmente por uma glândula chamada glândula pineal.


Para realizar esta pesquisa, que publica a revista Journal of Pineal Research, foram administradas de forma recorrente-crônica melatonina a um grupo de ratos obesos com diabetes.


“Os resultados foram surpreendentes, pois os animais que foram tratados com melatonina viram como não só aumentava a massa de tecido adiposo marrom, mas também de toda a atividade termogênica de seu corpo e, paralelamente, diminuiu a massa do tecido adiposo branco perigosa, a central ou visceral”, explica o principal autor do trabalho, o professor de Farmacologia Ahmad Agil Abdalla, membro do Centro de Investigação Biomédica (CIBM) de campo grande, do Instituto de Pesquisa Biosanitaria ibs. Aveiro e do Instituto de Neurociências da UGR.


A melatonina está intimamente ligada com a perda de ganho de peso corporal, já que a nível do tecido, aumenta a quantidade de gordura marrom


Os resultados do trabalho mostraram que a melatonina está intimamente ligada com a perda de ganho de peso corporal, já que a nível do tecido, aumenta a quantidade de gordura marrom; e a nível dos órgãos, aumenta a massa e funcionalidade mitocondrial entre outros.


A proteína responsável pelo emagrecimento


“Entre nossos achados, temos que destacar o aumento da capacidade termogênica molecular mitocondrial, ao aumentar a expressão dos níveis da proteína UCP1-mitocondrial (termogenina), que é a responsável pela queima de calorias e o emagrecimento”, diz Agil.


Estudos prévios de vários grupos internacionais (incluindo o grupo de pesquisa de campo grande) já mostraram que a melatonina tem poderosos efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios e anti-obesogénicos. Com relação ao efeito anti-obesidade, podemos afirmar que se realiza por dois mecanismos termogénicos em dois gols ou tecidos; devido a que a melatonina tem a capacidade de transformar a gordura branca em gordura subcutânea em bege, e de aumentar tanto a quantidade como a atividade termogênica da gordura marrom.


“Temos demonstrado que a melatonina tem a função de regular a obesidade em animais, mas sim, sem afetar a ingestão de alimentos e também não afeta a atividade física. Daí que pensamos que poderia ser uma ferramenta a mais para lutar contra a obesidade, além de reduzir o consumo de energia através da dieta e forçar o gasto de energia, principalmente fazendo mais atividade física, mais ainda, em temperatura ambiente fria para aumentar o gasto calórico”, diz o professor da UGR.


Na atualidade, o grupo de pesquisa de campo grande, que foi desenvolvido este trabalho está interessado em colaborar com empresas que desejam ajudar a comercialização de uma patente, e está realizando mais testes com outra molécula, agonista de melatonina.